Sempre achei que tivesse mais sorte para numeros pares. Talvez seja por que o meu signo é de um mês par, ou talvez seja por simples e pura falta de imaginação que acredito que as melhores coisas e os anos mais marcantes sao aqueles que terminam com 0-2-4-6-8.
Superstição ou nao, fato é que quando eu comecei a pontuar as coisas boas que aconteceram comigo, elas passaram (e muito) das coisas ruins. E mesmo as coisas ruins que aconteceram, foram positivas quando foram capazes de me ensinar alguma coisa.
Certa de que este blog é muito mais do que simplesmente um diário pessoal, eu pensei reparei que nele contem todos os momentos em que foi necessário de fazer legendário na minha mente. Entendo e espero que vocês também possam entender, que o que eu sou é exatamente isto. Sou as palavras, sou as licenças poéticas, sou a solidez do tecido que é construido a partir de palavras, aparentemente desconexas.
E por assim vai.
Para começo, eu lembro-me exatamente o que prometi a mim mesma no começo do ano (aqui) e sim, acho que em parte conseguir chegar perto da minha proposta. Foquei mais em mim, acorrentei lados soltos da minha vida e mais ainda, entendi certos erros que cometera no passado. Erros que, por causa do que prometi a mim, não os cometi mais.
Agora incrível ter essa coisa de ter deixado de acreditar em romance. Sim, no começo do ano eu me despedi de um relacionamento em potencial (aqui) para tentar investir em um sentimento fugaz (aqui e aqui), justamente por este medo irracional de se apaixonar, e mais o medo irracional de magoar os outros ao magoar a mim mesma. Parece complicado de mais para se entender, no entanto se um dia passarem por algo parecido saberão do que eu digo.
E ao mesmo tempo em que me encontrava pessoalmente nesta sinuca de bico, também parecia meio perdida no que eu mesma sentia. Via o mundo de maneira meio errônea, mesmo não querendo ver. Passei boa parte do ano que passou e metade deste ano tentando parar de usar uma máscara de pessoa perfeitinha e ironicamente, a mascara que eu mesma construí ao longo dos meus 19 anos (aqui).


Mas como as coisas acontecem nas nossas vidas é simplesmente muito engraçado.

Maio foi um passo enorme para mim quando me percebi, finalmente, me libertando de amarras do passado e aceitando açoes e sentimentos que pareciam sem sentido (aqui).



Mês um pouco apaixonado de mais, agosto marcou, principalmente o começo de uma nova vida para mim, pelo menos se comparada a como ela era no começo do ano. Agradeço isto, principalmente a ele, que nunca desistiu de mim e que faz meu mundo girar, toda a vez que nos beijamos (aqui, aqui, aqui e aqui). E ao mesmo tempo eu enfretava o meu primeiro Não (aqui).

Passei por duas grandes frustrações acadêmicas (aqui e aqui) e uma envolvendo a amizade (ou a falta dela)(aqui), mas em nenhum momento, como aconteceria no passado, passei a me enclausurar entre sonetos borrados de lágrimas e incertezas tristonhas.
Então neste final de ano, no dia do meu aniversário eu estava feliz (aqui). Estava satisfeita. Estava como forma de dizer, pois ainda estou. Vivo muito mais contente com a minha vida e espero que isto continue caminhando desta maneira.
Assim, para 2011 (por ser um numero impar) nao vou fazer planos os quais nao conseguirei atingir. Quero continuar sonhando, quero continuar acreditando e mais do que tudo, quero continuar amando.

Correndo o risco de me repetir e até parecer egoísta, ME amar será a prioridade no próximo ano. Quero bem a mim, quero minhas realizações, meus desejos, minhas identidades, meus caminhos. Quero o que será bom para mim e o que será meu.
E a todos vocês, muito obrigada por terem me acompanhado nesta viagem de 365 dias. Espero poder contar com vocês no ano de 2011...
Um comentário
E eu pensando que só eu tinha essa superstição sobre os anos de números pares! aushauhshahsa
Enfim, também acredito que esse tenha sido uma ano bom pra mim, principalmente um ano em que percebi que nem sempre aquilo que vc julga ruim é realmente ruim, é só ter paciência!
Gostei do seu post!
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